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Aliadas do Sucesso: A Importância de Escolher as Ferramentas Certas

  • Foto do escritor: Priscila Z Vendramini Mezzena
    Priscila Z Vendramini Mezzena
  • 28 de fev.
  • 6 min de leitura

Atualizado: 25 de mar.

Para nosso suporte, conveniência e satisfação, ferramentas de vários tipos estão por toda parte – desde as mais simples, tão arraigadas em nossas vidas diárias que as usamos sem perceber, até as mais complexas, que exigem conhecimento especializado.


A criação e o desenvolvimento de ferramentas para aprimorar as habilidades humanas (como força e precisão) remontam a milhões de anos na história da humanidade. Desde as primeiras lâminas de pedra usadas para cortar e caçar, passando pelos instrumentos de metal que revolucionaram a agricultura e a guerra, até os dispositivos de precisão cirúrgica e os algoritmos inteligentes que nos auxiliam hoje, a humanidade sempre buscou expandir suas capacidades através da invenção de ferramentas. Mais do que meros objetos, as ferramentas representam a evolução da nossa criatividade e da nossa necessidade de resolver problemas.


Temos uma ampla gama de ferramentas à nossa disposição, incluindo:


  • Físicas: Estas incluem instrumentos tangíveis, como alicates, microscópios, impressoras 3D e equipamentos cirúrgicos, essenciais para atividades manuais e técnicas.

  • Digitais: Como softwares de gestão, armazenamento em nuvem e inteligência artificial, que otimizam a produtividade e a tomada de decisões em vários setores. Exemplos incluem aplicativos e softwares como Trello, Asana, ChatGPT, AutoCAD e Google Workspace.

  • Metodológicas: Como Design Thinking e Scrum, que estruturam processos, melhoram a eficiência e auxiliam na resolução de problemas estratégicos.


A viabilidade de algumas atividades depende inteiramente da existência de ferramentas para sua execução, e a escolha correta pode ser a diferença entre eficiência e frustração.

 

Ferramentas no Uso Diário


Compartilharei um episódio recente da "vida real" que ilustra a importância de escolher e adaptar ferramentas ao contexto.


Durante a colocação do aparelho fixo em minha filha, como de costume, perguntei à dentista quais situações adversas poderiam ocorrer durante o uso e como proceder em caso de alguma avaria. Acreditem ou não, pouco mais de 24 horas após o procedimento, a ponta do fio ortodôntico soltou, resultando em desconforto e dor.


Pais e mães estão acostumados a lidar com situações de crise que geralmente acontecem em dias e horários inconvenientes (como feriados ou à noite). Como a lei de Murphy é implacável, aquele fim de tarde não foi diferente. Então, me vi diante do desafio de tentar resolver o problema sozinha.

Seguindo as instruções recebidas na consulta, tentei, em sequência, executar as seguintes ações, começando pelas que teriam o melhor resultado imediato:


  • Prender o fio temporariamente com cera ortodôntica -  impossível de fixar.

  • Encaixar o fio em um buraco minúsculo no bracket, com meus dedos e pinças – sem sucesso.

  • Cortar o fio com um alicate de unhas comprado de última hora – apesar de ser um fio fino, concluí que é impossível cortá-lo com este tipo de cortador.

  • Ao estilo MacGyver, optei pela decisão mais drástica: soltei o fio ortodôntico completamente, removendo os elásticos um a um com um palito de dente.


No breve e estressante período que transcorreu do início ao fim da crise, regado de lágrimas da pequena, fiz o meu melhor com os recursos disponíveis. A situação foi resolvida temporariamente com uma solução de contorno, mas ainda longe do resultado esperado – manter o aparelho funcionando com o mínimo de danos possível.


Este episódio mostra que, para cada necessidade, existem ferramentas adequadas – algumas mais eficientes, outras que simplesmente não funcionam para o contexto, e outras que exigem conhecimento específico para seu uso correto. Este é apenas um dos desafios que enfrentamos quando buscamos instrumentos que possam facilitar ou mesmo possibilitar ações específicas do dia a dia.

 

Critérios para Seleção e Uso de Ferramentas


Dada a importância das ferramentas em nossas vidas diárias, pessoais e profissionais, vale a pena refletir sobre como melhor selecioná-las e os fatores críticos para seu uso.


1. Mapeamento de Necessidades

A escolha de uma ferramenta começa com uma compreensão clara do problema. Vi um estudo de caso de uma empresa que mapeou seu fluxo de processos e identificou, para cada atividade-chave, possíveis ferramentas de IA para aumentar a produtividade. O resultado foi uma lista de ferramentas candidatas e uma análise detalhada de seus custos, funcionalidades e viabilidade de implementação com simulações práticas.


A lição aqui é que, antes de selecionar qualquer ferramenta, é essencial entender o cenário e as necessidades reais.


2. Objetivos de Uso

Ter clareza sobre o propósito de uso permite avaliar funcionalidades objetivamente. No gerenciamento de projetos, por exemplo, algumas perguntas relevantes para escolha de uma ferramenta podem incluir:


  • A ferramenta é adequada para a abordagem (preditiva, adaptativa, híbrida)?

  • Favorece a colaboração e comunicação?

  • Permite o gerenciamento do fluxo de trabalho?

  • Permite a automação de tarefas?

  • Integra-se com outras ferramentas essenciais?

  • Permite avaliar a capacidade e alocação de recursos?


Listar as necessidades e priorizar as funcionalidades de acordo com os objetivos de uso é essencial (veja meu artigo sobre priorização: https://tinyurl.com/44pf7vff).


3. Fazer ou Comprar?

No contexto empresarial, a pergunta frequentemente surge: desenvolver internamente ou comprar uma solução pronta?


Recentemente, em um trabalho de consultoria recente em uma empresa de tecnologia, discutimos a relevância de desenvolver ferramentas proprietárias ou adotar soluções de mercado para atender a necessidades específicas. Alguns pontos discutidos incluíram:


  • Para a ferramenta proprietária:

    • Custo de desenvolvimento e manutenção da evolução da ferramenta proprietária;

    • Disponibilidade e conhecimento de recursos humanos.

  • Para a adoção de ferramentas de mercado:

    • Custos de licenciamento e suporte;

    • Facilidade de integração com sistemas existentes;

    • A curva de aprendizado para a adoção da ferramenta.


Decisões como essa exigem uma análise aprofundada dos recursos disponíveis – não apenas financeiros, mas também humanos e operacionais.


4. Adequação para Uso

A ferramenta mais cara e com mais recursos nem sempre é a melhor opção. Em alguns casos, o excesso de recursos pode criar complexidade desnecessária, prejudicando a usabilidade.

A ferramenta ideal equilibra funcionalidade, praticidade e necessidade real.


5. Avaliações e Estudos de Caso

Antes de investir em uma ferramenta, vale a pena buscar referências de quem já passou pelo mesmo desafio. Algumas maneiras de fazer isso incluem:


  • Estudos de caso que mostram como outras empresas ou profissionais usaram a ferramenta e quais resultados obtiveram;

  • Avaliações de usuários com necessidades semelhantes, considerando experiências reais sobre eficácia, facilidade de uso e suporte;

  • Comparação com ferramentas concorrentes, analisando feedbacks sobre os prós e contras de cada opção.


Tomar decisões com base em evidências concretas reduz os riscos e aumenta as chances de escolher a ferramenta mais adequada.


6. Custo de Adaptação e Impacto na Cultura Organizacional

A introdução de uma nova ferramenta em uma organização afeta os processos operacionais, as pessoas e a cultura. Algumas questões essenciais a serem avaliadas incluem:


  • Adaptação de processos: A ferramenta se adequará aos fluxos de trabalho existentes ou exigirá mudanças estruturais?

  • Curva de aprendizado: Qual tempo e esforço são necessários para que a equipe se adapte? O treinamento está disponível?

  • Impacto na cultura organizacional: A ferramenta está alinhada com a forma como a empresa trabalha e toma decisões?


Muitas organizações falham na implementação de novas ferramentas porque ignoram a resistência interna e não investem na mudança de mentalidade necessária para a adoção eficiente. A implementação bem-sucedida exige planejamento, comunicação clara e engajamento das equipes.


7. Disponibilidade para Aprendizagem e Desenvolvimento de Habilidades

Adotar uma nova ferramenta exige aprendizado e adaptação. Muitas vezes, é necessário um período de treinamento para que ela seja usada corretamente.


Além disso, desenvolver habilidades cognitivas e motoras para manuseá-las de forma eficaz faz parte do processo. Um bom exemplo são as ferramentas de design e edição de vídeo, que exigem tempo de prática para que o usuário aproveite ao máximo suas capacidades.


8. Custo do Esforço vs. Benefícios

Embora algumas ferramentas facilitem nossas vidas, elas também podem nos tornar mais complacentes. A avaliação crítica da real necessidade de uma ferramenta é essencial para evitar dependências desnecessárias ou uso ineficiente de recursos.


Conclusão

Seja na vida cotidiana ou no mundo corporativo, a escolha de ferramentas impacta diretamente a eficiência e os resultados. Uma boa ferramenta não é necessariamente a mais sofisticada ou cara, mas sim aquela que atende às necessidades do momento com o menor custo e esforço possível.


Assim, é essencial desenvolver a capacidade de selecionar, integrar e usar ferramentas estrategicamente, transformando-as em aliadas do sucesso.


Essa abordagem proativa aumenta a produtividade e nos equipa para lidar com os imprevistos da vida, com sorte, com um pouco menos de improvisação no estilo MacGyver.




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Priscila Z Vendramini Mezzena

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